sexta-feira, 17 de maio de 2013



Se meu peito padece,
O rochedo mais duro se enternece;
Se afino o sentimento,
O tronco se lastima do tormento;
Se acaso choro e canto,
A fera se entristece do meu pranto;
Porém nunca estas dores
Abrandam, doce Anarda, teus rigores.
Oh condição de um peito!
Oh desigual efeito!
Que não possa abrandar ũa alma austera
O que abranda ao rochedo, ao tronco, à fera!
                                                                                         (Manuel Botelho de Oliveira)

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