Se meu peito padece,
O rochedo mais duro se
enternece;
Se afino o sentimento,
O tronco se lastima do
tormento;
Se acaso choro e canto,
A fera se entristece do meu
pranto;
Porém nunca estas dores
Abrandam, doce Anarda, teus
rigores.
Oh condição de um peito!
Oh desigual efeito!
Que não possa abrandar ũa
alma austera
O que abranda ao rochedo, ao tronco, à fera!
(Manuel
Botelho de Oliveira)
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