domingo, 19 de maio de 2013
sexta-feira, 17 de maio de 2013
Canção do Exílio - Gonçalves Dias


O
2º poema mais conhecido da literatura brasileira foi escrito durante o
período em que o escritor maranhense Gonçalves Dias estava estudando em
Portugal, dai o nome "Canção do Exílio". O escritor morreu durante um naufrágio e, segundo a lenda, foi devorado por tubarões.
Canção do Exílio
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."
Gonçalves Dias
"Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá;
As aves, que aqui gorjeiam,
Não gorjeiam como lá.
Nosso céu tem mais estrelas,
Nossas várzeas têm mais flores,
Nossos bosques têm mais vida,
Nossa vida mais amores.
Em cismar, sozinho, à noite,
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Minha terra tem primores,
Que tais não encontro eu cá;
Em cismar — sozinho, à noite —
Mais prazer encontro eu lá;
Minha terra tem palmeiras,
Onde canta o Sabiá.
Não permita Deus que eu morra,
Sem que eu volte para lá;
Sem que desfrute os primores
Que não encontro por cá;
Sem qu’inda aviste as palmeiras,
Onde canta o Sabiá."
Gonçalves Dias
Soneto da Fidelidade
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa dizer do meu amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Morais
De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento.
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa dizer do meu amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Vinicius de Morais
VERSOS ÍNTIMOS
Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te a lama que te espera!
O Homem que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera
Toma um fósforo, acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro.
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa ainda pena a tua chaga
Apedreja essa mão vil que te afaga.
Escarra nessa boca de que beija!
Augusto dos Anjos
Vês?! Ninguém assistiu ao formidável
Enterro de tua última quimera.
Somente a Ingratidão - esta pantera -
Foi tua companheira inseparável!
Acostuma-te a lama que te espera!
O Homem que, nesta terra miserável,
Mora entre feras, sente inevitável
Necessidade de também ser fera
Toma um fósforo, acende teu cigarro!
O beijo, amigo, é a véspera do escarro.
A mão que afaga é a mesma que apedreja.
Se a alguém causa ainda pena a tua chaga
Apedreja essa mão vil que te afaga.
Escarra nessa boca de que beija!
Augusto dos Anjos
Se meu peito padece,
O rochedo mais duro se
enternece;
Se afino o sentimento,
O tronco se lastima do
tormento;
Se acaso choro e canto,
A fera se entristece do meu
pranto;
Porém nunca estas dores
Abrandam, doce Anarda, teus
rigores.
Oh condição de um peito!
Oh desigual efeito!
Que não possa abrandar ũa
alma austera
O que abranda ao rochedo, ao tronco, à fera!
(Manuel
Botelho de Oliveira)
quarta-feira, 8 de maio de 2013
O que caracteriza a Literatura no Brasil?
A literatura brasileira
até o século XIX nunca foi precisamente brasileira. Ela foi importada e
vagamente modificada até o início do século XX, quando se iniciou uma
nova literatura. Esta por sua vez mais realista, mais contextualizada
ao Brasil daquela época.
Nesta época, a
literatura se fez com ações, vocabulário e situações peculiares a cada
região do país, o que a tornou mais autêntica e verdadeiramente
Brasileira.
Outro aspecto que
podemos observar é a liberdade de escolha no que diz respeito a temas e
diversidade de expressões que o autor adquiriu. Podemos observar tal
liberdade nas obras dos autores Euclides da Cunha, em Os Sertões, na qual retrata os problemas sociais do povo nordestino; Lima Barreto em Recordações do Escrivão Isaías Caminha,
que satiriza a falta de oportunidades aos escritores negros. Enfim,
toda a leva de pré modernistas que marcaram o início desta nova
literatura tão brasileira, tão autêntica e expressiva.
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